Guaiapema (Doedicurus clavicaudatus)
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Nomes alternativos: guaiapema, gliptodonte ou dedicuro (português) waiapema (tupi), maqanachupa (quéchua) Comprimento médio: 2,1 metros, mais 2,2 metros de cauda. Altura: 1,7 metro no alto da carapaça. Massa média: 1.400 kg (+11½), Hábitat: Pampas e cerrados da América do Sul, de 1.800.000 a.C. até cerca de 7.000 a.C. Inteligência Abstrata: -9; Inteligência Concreta: -4; Resistência: +2½; Proteção: +4; Tamanho: +1; Saúde: +2; Mobilidade: -2½; Sentidos: +2 (Olfato: +9; Audição: +1; Visão: -3); Dificuldade de treinamento: +3. Habilidades: Força: +12½; Combate: +3; Esquiva: 1; Corrida: +5; Preparo físico: +2; Caça: 0. Manobras de combate: Golpe de cauda: (4 / 4); Pisoteamento: +3½ |
Características
Doedicurus clavicaudatus foi o mais notável dos gliptodontes, parentes gigantescos dos tatus modernos. Doedicurus significa “rabo de pilão” e clavicaudatus, “cauda de clava”. Glyptodon significa “dente entalhado”.
Esses animais viveram na América do Sul de 1.800.000 a.C. a cerca de 7.000 a.C., ou talvez até épocas ainda mais recentes. Esses animais são citados nas lendas dos índios tehuelches da Patagônia. Há esqueletos desses animais que parecem ter sido manipulados por seres humanos e desenhos indígenas que lembram esses animais. É possível, porém, que os índios se limitassem a usar como abrigo as carapaças de animais encontrados já mortos, como ainda faziam ao entrarem em contato com os primeiros europeus. Sua carapaça, que chegava a representar 20% de seu peso total e tinha cerca de 3 cm de espessura, tornavam-nos invulneráveis ao predadores de sua época, incluindo os dentes-de-sabre, mas talvez não ao engenho dos caçadores indígenas.
O Doedicurus
dispunha de uma cauda em forma de clava, formada de osso sólido e dotada de
grandes espinhos. Os machos combatiam entre si com elas, como mostram marcas
encontradas em suas carapaças. As caudas provavelmente também eram usadas
contra predadores que
ameaçassem
suas crias. A pesada cauda também permitia que o animal se equilibrasse sobre
as patas traseiras para alcançar folhas mais altas.
Em combate, considere que o Doedicurus é capaz de golpear com a cauda, uma vez a cada três segundos. Além disso, pode tentar pisotear um oponente já derrubado. Como é um desdentado, não pode morder (possui dentes, mas só no fundo da boca).
Os fósseis do Doedicurus foram encontrados na Patagônia e no Pampa, mas outras espécies de gliptodontes foram encontrados em outras partes da América do Sul (inclusive centro-oeste e nordeste do Brasil), na América Central e no sul da América do Norte.
Espécies afins
Mais de vinte gêneros e dezenas de espécies de gliptodontes são conhecidas. As mais notáveis pelo tamanho são as seguintes:
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Nome científico |
Corpo (m) |
Cauda (m) |
Altura (m) |
Massa (kg) |
M |
F |
R |
P |
Golpe de cauda |
|
Glyptodon reticulatus |
2,1 |
0,6 |
1,4 |
900 |
9½ |
10½ |
+2 |
+3 |
– |
|
Panochtus tuberculatus |
2,2 |
1,4 |
1,6 |
1.100 |
10½ |
11½ |
+2½ |
+3½ |
+3/+3 |
|
Doedicurus clavicaudatus |
2,1 |
2,2 |
1,7 |
1.400 |
11½ |
12½ |
+2½ |
+4 |
+4/+4 |
|
Glyptodon clavipes |
2,5 |
1,1 |
1,5 |
2.000 |
13 |
14 |
+3 |
+4 |
– |
As espécies do gênero Glyptodon não possuem a cauda em clava e podem apenas resistir passivamente a ataques, ou tentar pisotear um inimigo caído (dano = R+1). O Panochtus possui clava, mas menor e mais leve. Em compensação, pode golpear a cada dois segundos.
Todas essas espécies possuem Mobilidade -2½ e Esquiva 1, exceto o reticulatus, que tem Esquiva 1½.
O Brasil dos outros 500
No Brasil dos outros 500, o Glyptodon reticulatus (itambaçoó), o Panochtus tuberculatus (guaiaju) e o Doedicurus clavicaudatus (guaiapema) são comuns nas áreas de chaco, campos e cerrados da bacia platina e Patagônia (Vice-reino do Paraná e sul do Tawantinsuyu) e o Glyptodon clavipes (itambaçoó-guaçu) é encontrado não só nessas regiões, como também nos campos e caatingas dos vice-reinos de Pindorama e Santa Cruz. Sua carne é comestível e muito apreciada. Cooperativas guaranis do vice-reino do Paraná têm domesticado os itambaçoós, com razoável sucesso.
Atlântida
No universo de Atlântida, os gliptodontes são encontrados nas áreas tropicais e subtropicais do Continente Ocidental.
Solidariedade Galáctica
No Universo da Solidariedade Galáctica, os gliptodontes continuam a existir com a mesma distribuição do Brasil dos outros 500.